Trump condiciona redução de tarifas à abertura de mercados

Por: Redação | Em:
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Trump destacou que as tarifas são ferramentas estratégicas para pressionar países a ampliarem o acesso a seus mercados. (Foto: Carlos Barria/reuters)

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos (EUA), afirmou que só reduzirá tarifas comerciais caso outros países concordem em abrir seus mercados para produtos americanos. A declaração foi dada na última quarta-feira (23), após o anúncio de um novo acordo bilateral com o Japão. Trump reforçou que, sem tarifas, “seria impossível” conquistar essas concessões.


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Em publicações na rede Truth Social, Trump destacou que as tarifas são ferramentas estratégicas para pressionar países a ampliarem o acesso a seus mercados. Segundo ele, os EUA aplicarão tarifas de até 50% a países com os quais mantêm relações comerciais conturbadas. O Brasil é, até o momento, o único atingido por essa alíquota máxima.

Trump citou o Japão como exemplo do efeito das tarifas. Segundo ele, o país asiático passou a permitir a entrada de produtos antes bloqueados, como veículos, arroz e outros itens agrícolas, apenas após negociações baseadas em tarifas elevadas. Ele classificou o mercado japonês como “um dos mais fechados” historicamente.

O acordo firmado entre EUA e Japão também foi elogiado por Trump como uma “virada comercial”, com destaque para a aprovação dos padrões automotivos americanos no mercado japonês e para uma joint venture de gás natural no Alasca.

Investimento bilionário e concessões comerciais

O pacto com o Japão prevê um investimento de US$ 550 bilhões em setores estratégicos nos EUA, direcionado por Washington. A Casa Branca afirma que esse é o maior compromisso de investimento estrangeiro da história, voltado para semicondutores, energia, infraestrutura, mineração, indústria naval e farmacêutica.

De acordo com o comunicado oficial, os EUA manterão 90% dos lucros gerados por esses investimentos. Como contrapartida, os produtos americanos ganharão mais espaço no mercado japonês, com destaque para grãos, fertilizantes, biocombustíveis e aeronaves. O Japão também aumentará em 75% as importações de arroz.

Empresas japonesas vão adquirir 100 aviões da Boeing e reforçar as compras de equipamentos militares dos EUA. A tarifa básica sobre exportações japonesas será de 15%.

Trump afirmou que só concedeu essa alíquota reduzida porque o Japão apresentou um “mecanismo inovador de financiamento”, considerado decisivo para a negociação.

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