No primeiro semestre de 2025, a arrecadação total atingiu R$1,426 trilhão, crescimento real de 4,38% em relação ao mesmo período de 2024. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)
A arrecadação do governo federal somou R$234,594 bilhões em junho, alta real de 6,62% ante o mesmo mês de 2024. Trata-se do maior valor já registrado para meses de junho desde o início da série histórica, em 1995, segundo dados divulgados pela Receita Federal nesta quinta-feira (24).
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No primeiro semestre de 2025, a arrecadação total atingiu R$1,426 trilhão, crescimento real de 4,38% em relação ao mesmo período de 2024. Esse também é o maior valor já registrado para o acumulado de janeiro a junho.
Os tributos administrados pela Receita Federal somaram R$226,634 bilhões em junho, com alta real de 7,28%. No acumulado semestral, o valor foi de R$1,365 trilhão, aumento real de 5,04% sobre o ano anterior.
Já as receitas administradas por outros órgãos — como os royalties do petróleo — recuaram 9,09% em junho, para R$7,959 bilhões. No semestre, houve queda de 8,60%, com total de R$60,747 bilhões.
O crescimento de junho foi impulsionado por fatores como a elevação das alíquotas do IOF, o aumento na arrecadação do Imposto de Renda sobre ganho de capital — resultado do nível elevado da taxa Selic — e por variáveis macroeconômicas favoráveis.
A Receita também destacou que houve uma distorção na base de comparação devido ao adiamento de tributos no Rio Grande do Sul em 2024, o que impactou positivamente os números deste ano em cerca de R$3,7 bilhões.
Na divisão por tributo, o IR sobre ganho de capital cresceu 19,19% em junho, totalizando R$25,044 bilhões. O IOF teve alta real de 38,83%, e as receitas previdenciárias aumentaram 6,61%.
De janeiro a junho, também se destacaram as altas de 4,95% em Pis/Cofins, 26,48% em Imposto de Importação, 3,8% nas receitas previdenciárias e 24,55% no IR sobre rendimentos de residentes no exterior.
O avanço da arrecadação ocorre em meio ao esforço do governo para alcançar o déficit fiscal zero. Com a melhora nas projeções de receitas, a equipe econômica anunciou nesta semana a redução do bloqueio orçamentário de ministérios — de R$31,3 bilhões para R$10,7 bilhões.
A maior parte da diferença, no entanto, virá de receitas extraordinárias, como o leilão de áreas do pré-sal ainda não contratadas. A arrecadação estrutural, contudo, tem mostrado desempenho crescente e contribui para equilibrar as contas públicas.
O monitoramento da arrecadação federal segue como um dos principais indicadores para aferir a viabilidade das metas fiscais, em um cenário de elevado controle sobre gastos e busca por equilíbrio orçamentário.
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