A Indonésia viabiliza práticas comerciais no setor de mineração, especialmente para a indústria de baterias e no agronegócio sustentável. (Foto: Envato Elements)
O ingresso da Indonésia em janeiro de 2025 no grupo econômico que abrange os países do BRICS é uma fase que demonstra a solidificação do bloco na conjuntura global. A Indonésia viabiliza práticas comerciais no setor de mineração, especialmente o níquel, matéria-prima crucial para a indústria de baterias e no agronegócio sustentável.
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O presidente Lula disse que o Brics é um fórum que ocupa metade da população mundial e cerca de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) internacional. “O Brics não foi criado para lutar contra nenhum país, o Brics foi criado para que nós que nos consideramos iguais discutamos de forma pacífica nossos problemas. E 10 países do Brics participam do G20 (incluindo o Brasil), onde o senhor Trump participa (pelos EUA)”, relatou Lula.
De acordo com a coordenadora do curso de Tecnologia em Gestão Internacional da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), o BRICS é uma entidade que expande a respectiva influência geopolítica e econômica, reunindo economias com dinâmicas diversas, porém segundo ela, comprometidas com a promoção de uma ordem mundial multipolar com diretrizes de ordem equitativa, justa, democrática e equilibrada.
“Mais do que habilidades técnicas, destaca-se a importância das competências interculturais. Compreender costumes, idiomas, valores sociais, sistemas jurídicos e práticas culturais dos países do BRICS permite uma comunicação global eficaz, facilitando o alinhamento de interesses e a construção de parcerias sólidas em ambientes multilaterais“, reforça Elizabeth.
Neste ano, Bolívia, Belarus, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Tailândia, Uganda e Uzbequistão, se propuseram a ingressar no bloco econômico e foram anunciados ‘países parceiros’, do agrupamento geopolítico econômico. Atualmente, a China é a maior parceira comercial do Brasil, o qual se configura nas relações bilaterais, congruências econômicas que suplantam o comércio de commodities, mas incluindo investimentos em infraestrutura e tecnologia.
“Com o Brasil assumindo em 2025 a liderança do BRICS sob o eixo da cooperação energética e da eficiência sustentável, cresce ainda mais a necessidade de profissionais capacitados a atuar com visão estratégica em projetos internacionais, capazes de aplicar soluções sustentáveis e tecnologias inovadoras em negócios globais. Profissionais preparados para este novo cenário serão protagonistas na construção de pontes entre mercados emergentes e na consolidação de uma nova governança internacional mais equilibrada e inclusiva”, enfatiza Elizabeth.
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