No esboço de discussões da cúpula do Porto do Pecém se encontra a ampliação do espaço alfandegário do equipamento. (Foto: CIPP)
A movimentação aduaneira no Porto do Pecém registrou crescimento de 38% na movimentação de contêineres, no primeiro semestre deste ano, o qual, conforme dados do órgão, durante o período se estabeleceu 3,9 milhões de toneladas de cargas, o equivalente a 325.456 TEUs (unidade de medida padrão utilizada na indústria de transporte marítimo para quantificar a capacidade de carga dos contêineres).
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No comparativo ao mesmo período do ano passado, se constatou 2,9 milhões de toneladas (235.186 TEUs). No enquadramento total, se delimitou 9,9 milhões de toneladas movimentadas no semestre, alta de 10% na comparação com 2024. De acordo com a entidade, o desempenho delineia a posição estratégica do terminal portuário cearense como um dos principais vetores logísticos do comércio industrial do país.
Na análise de embarques, somaram 3,7 milhões de toneladas, um avanço de 11,6%, enquanto os desembarques totalizaram 5,9 milhões de toneladas, alta de 6,9%. “Os números refletem o resultado de uma estratégia integrada entre infraestrutura, eficiência operacional e diversificação da carga. Também na busca por novos projetos e novas linhas, como a da Ásia. Estamos consolidando o Pecém como uma plataforma logística cada vez mais relevante para o Brasil e o mundo”, menciona o presidente do Complexo do Pecém, Max Quintino.
Atualmente, no esboço de discussões da cúpula do Porto do Pecém se encontra a ampliação do espaço alfandegário do equipamento. Em debate, a concessão da Licença de Instalação (LI) da obra de expansão do Terminal de Múltiplas Utilidades (TMUT), com a construção do Berço 11, com previsão de ser iniciada neste ano. Além disso, a concessão da LI para o Píer de Rebocadores, cujo projeto está contratado; e o alargamento do Píer 2, com a solicitação da respectiva incorporação à licença ambiental vigente.
“As obras em pauta hoje são essenciais para dar suporte ao crescimento do Complexo do Pecém e para garantir que os grandes projetos estruturantes em curso, como a Transnordestina e o Hub de Hidrogênio Verde, possam de fato se concretizar. Estamos falando de cerca de R$ 900 milhões em investimentos que precisam do devido licenciamento para sair do papel”, enfatizou Max Quintino.
No mês de maio foi formalizado o resultado da seleção inicial da empresa que fará as obras de ampliação do TMUT. Dois consórcios foram indicados como concorrentes oficiais da licitação internacional, procedimento que termina no início do segundo semestre. A previsão é que o consórcio vencedor inicie as obras ainda este ano.
No mês de junho se iniciou a licitação para contratação de empresa de consultoria para serviços técnicos especializados de engenharia. A corporação será responsável pelo gerenciamento e acompanhamento das obras que serão realizadas pelo consórcio que angariar a licitação internacional
Ao que tange investimentos os trabalhos de ampliação do Porto do Pecém contêm o financiamento do Banco Mundial que possui a previsão de aplicar o aporte de US$ 90 milhões. O pacote inclui participação do Climate Investment Funds (US$ 35 milhões) e de contrapartida da CIPP S/A (US$ 10 milhões), totalizando US$ 135 milhões (R$ 675 milhões).
Os recursos serão direcionados também para a ampliação do Píer 2 e para a construção do corredor de utilidades do Hub de Hidrogênio Verde do Pecém. O cronograma de realização das obras e aplicação do investimento total está previsto para ocorrer até 2031.
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