Para 2026, a estimativa para a inflação segue em 3,6%, dentro da meta contínua estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. (Foto: Envato Elements)
O Ministério da Fazenda revisou para cima a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2025 e reduziu a projeção de inflação. Segundo o Boletim Macrofiscal, divulgado nesta sexta-feira (11), a economia deve avançar 2,5% no próximo ano, acima dos 2,4% projetados em maio.
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Para 2026, a expectativa de crescimento foi reduzida de 2,5% para 2,4%, indicando uma trajetória estável, mas com leve recuo. A projeção para o segundo trimestre de 2025 aponta desaceleração: crescimento de 0,6%, ante alta de 1,3% registrada nos três primeiros meses do ano.
A Secretaria de Política Econômica destaca que a revisão do PIB reflete indicadores recentes mais positivos da atividade econômica. Entre os fatores considerados estão o desempenho do setor de serviços e o mercado de trabalho resiliente.
A estimativa do governo para o desempenho da economia orienta decisões fiscais, monetárias e de investimento, especialmente em setores mais sensíveis à demanda interna e à política de juros.
O Boletim também atualizou a projeção do IPCA para 2025, com leve redução de 5,0% para 4,9%. A mudança se deve à inflação abaixo do previsto em maio e junho, além de nova perspectiva para o câmbio, com dólar mais barato frente ao real.
Para 2026, a estimativa para a inflação segue em 3,6%, dentro da meta contínua estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que admite variação de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Apesar da correção, a inflação acumulada em 12 meses até junho chegou a 5,35%, permanecendo acima do teto da meta contínua em todos os meses de 2025 até o momento. Caso o desvio persista por mais seis meses, o Banco Central (BC) terá de justificar formalmente ao governo.
As projeções atualizadas funcionam como sinalização para os agentes econômicos, influenciando expectativas do mercado e estratégias empresariais em um cenário de juros ainda elevados.
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