Ministério da Fazenda estuda medidas para atrair empresas, com isenção de Imposto de Importação sobre equipamentos de data centers. (Foto: Envato Elements)
A crescente demanda por infraestrutura de processamento impulsionada pela Inteligência Artificial (IA) colocou o Brasil no radar de grandes empresas globais de tecnologia. A avaliação é de Ricardo Bloj, CEO da Lenovo no país, que vê uma “oportunidade única” para atrair investimentos no setor de data centers.
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Segundo o executivo, o Brasil reúne duas vantagens estratégicas: a forte expansão da IA, que exige alta capacidade computacional, e a disponibilidade de fontes de energia renovável. Esses fatores posicionam o país como um dos destinos preferenciais para novas instalações.
“O Brasil tem uma posição privilegiada por conta das energias renováveis, onde poderíamos ter hidráulica, eólica, solar, e despontar como um dos locais preferidos para se abrir novos data centers.”
Ricardo Bloj, CEO da Lenovo
O avanço da IA generativa e dos serviços em nuvem elevou o consumo de energia dos centros de dados. Empresas como AWS e Microsoft, por exemplo, priorizam regiões com energia limpa para cumprir metas de carbono neutro e evitar barreiras regulatórias.
Com mais de 85% da matriz elétrica brasileira composta por fontes renováveis — frente à média global de 30% — o país se destaca como uma alternativa viável e sustentável para o setor.
O Ministério da Fazenda estuda medidas para atrair empresas de tecnologia, com isenção de PIS/Cofins, IPI e Imposto de Importação sobre equipamentos de TI voltados a data centers.
A projeção é de que essa política possa gerar até US$ 350 bilhões em investimentos ao longo da próxima década, equivalente a R$ 2 trilhões no câmbio atual. As medidas visam tornar o Brasil competitivo frente a outras economias emergentes.
Também está em discussão uma medida provisória que estabelece incentivos tributários específicos para instalações no Nordeste. A região concentra grande parte do potencial de geração de energia limpa do país, o que reforça sua atratividade.

Para Bloj, o desafio está na agilidade. Segundo ele, o potencial existe, mas é necessário que o Brasil — tanto o setor público quanto o privado — aja rapidamente para transformar essa vantagem em realidade econômica.
*Com informações do IstoÉ Dinheiro.
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