Com a ampliação dos negócios fora do Brasil, as multinacionais brasileiras enfrentam o desafio de gerir operações em diversos fusos horários. (Foto: Envato Elements)
A expansão das multinacionais brasileiras no exterior cresce e exige serviços financeiros especializados. O Citi, banco americano com longa atuação no Brasil, se posiciona para atender essa demanda, segundo Jason Rekate, co-Head global de Corporate Banking, e Miguel Queen, líder da área no país.
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Hoje, entre 15% e 20% da receita do banco com clientes brasileiros é gerada fora do Brasil, um indicador do avanço das companhias nacionais no mercado global. Em economias maduras, esse percentual ultrapassa 50%, resultado de décadas de presença internacional consolidada.
“As multinacionais brasileiras estão começando a se tornar mais globais, e isso é um verdadeiro sinal de uma economia avançada para nós”, afirma Rekate, em entrevista à Bloomberg Linea. Companhias como Embraer, JBS, Marfrig, Natura e Votorantim já atuam globalmente, e o Citi oferece suporte para facilitar operações financeiras transnacionais.
Para acompanhar essa evolução, a equipe do Citi no Brasil intensifica a interlocução com bancos locais em outros países, garantindo que as estratégias das multinacionais estejam alinhadas com as especificidades dos mercados onde atuam.
O crescimento da inteligência artificial (IA) impulsiona a demanda por infraestrutura robusta, especialmente data centers. O Brasil se destaca nesse cenário devido à matriz energética quase totalmente renovável e à forte indústria de petróleo e gás offshore, aponta Jason Rekate.
Além da oferta energética estável, o país conta com uma base de profissionais jovens e capacitados no setor tecnológico, fortalecendo sua competitividade para abrigar investimentos que demandam alta capacidade operacional e inovação.
Mesmo com as recentes tensões comerciais globais, o interesse por investimentos em data centers brasileiros permanece intenso, demonstrando a resiliência do setor diante de desafios externos.
Esse potencial tecnológico reforça o papel do Brasil como um destino estratégico para investimentos que unem sustentabilidade energética e talento humano, fatores cruciais para o avanço da IA.
Com a ampliação dos negócios fora do Brasil, as multinacionais brasileiras enfrentam o desafio de gerir operações em diversos fusos horários. Para superar isso, criam centros regionais de tesouraria que coordenam a gestão financeira em várias localidades, explica Jason Rekate.
Esses centros costumam ser estabelecidos em cidades com infraestrutura tecnológica avançada e mão de obra qualificada, como Singapura, onde o Citi mantém equipes especializadas para dar suporte local às empresas brasileiras.
Essa estrutura facilita o gerenciamento das operações internacionais e otimiza decisões financeiras, fortalecendo a presença global das multinacionais.
*Com informações da Bloomberg Linea.
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