Os recursos representam a retomada do papel do BNDES como financiador de longo prazo e indutor da reindustrialização nacional. (Foto: Divulgação)
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, até junho deste ano, R$ 220 bilhões em financiamentos vinculados à Nova Indústria Brasil, o equivalente a 73,3% da meta total de R$ 300 bilhões prevista pelo programa. O valor foi liberado por meio do Plano Mais Produção, eixo operacional da política industrial relançada pelo governo federal.
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O programa prioriza projetos focados em inovação, digitalização, exportação, economia verde e produtividade. Os recursos representam a retomada do papel do BNDES como financiador de longo prazo e indutor da reindustrialização nacional, conforme anunciado pela gestão Lula no início do plano.
Na estratégia do governo, o BNDES ocupa posição central para alavancar investimentos privados e públicos. A meta é ampliar a capacidade produtiva do país com base em critérios tecnológicos e ambientais, reforçando a competitividade em cadeias globais de valor.
Segundo o banco, a execução está dentro do cronograma previsto. A expectativa é alcançar a totalidade da meta até o fim de 2026, mobilizando instrumentos financeiros para impulsionar setores estratégicos e de alto impacto socioeconômico.
Para Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, os financiamentos refletem uma mudança de orientação institucional, com foco em inovação tecnológica e sustentabilidade ambiental. O banco, afirma, busca se conectar aos desafios contemporâneos da economia.
Entre as prioridades estão iniciativas voltadas à transição energética, inteligência artificial e adaptação às mudanças climáticas. A proposta é construir uma base industrial mais resiliente e moderna, com maior valor agregado na produção.
A Nova Indústria Brasil foi anunciada em janeiro com o objetivo de elevar a participação da indústria de transformação no PIB e reduzir vulnerabilidades externas. A política também pretende aumentar a complexidade econômica e tecnológica da produção nacional.
Indústria alimentícia é a categoria que mais emprega no país