Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, Romeu Aldigueri (PSB), presidindo sessão na Casa. (Foto: Junior Pio)
O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), Romeu Aldigueri, realça que o principal legado na atuação do mandato é proporcionar os avanços da agenda da Casa legislativa estadual. Romeu, que possui histórico conectado à causa ambiental, até por ter sido superintendente do IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), se posiciona nesta entrevista exclusiva concedida à Trends, em pautas relacionadas às energias renováveis, à ferrovia Transnordestina e ao movimento empresarial cearense, e pontua: “Sou um político que gosta de números, de resultados, de funcionamento”. Confira:
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TRENDS: Quais são os principais projetos, sob sua concepção, que a Alece está deliberando para a sociedade cearense, em especial relacionados à economia do Ceará?
Romeu Aldigueri: Todo projeto que é discutido nesta Casa, e que, portanto, dá estabilidade ao processo decisório democrático, tem a ver com economia. Então posso citar os inúmeros projetos que dão consistência à preservação do meio ambiente, projeto de letramento digital, de inteligência artificial, ecoturismo, gerenciamento costeiro, e muitos outros. São muitas vertentes, são muitas ideias transformadas em projetos. Se pensarmos bem, o combate à fome é um projeto que atua na economia. Porque dá a condição básica para as pessoas possam ir em busca das suas lutas.
T: No que consiste a aproximação do movimento empresarial local, como se encontram as articulações, os desdobramentos da Alece, no sentido de fortalecer a integração da entidade com os empresários cearenses?
RA: Essa Casa é aberta ao diálogo. Minha vida parlamentar é aberta ao diálogo. Todos e todas parlamentares estarão disponíveis para receber demandas e encontrar formas de potencializar as capacidades do estado do Ceará. Tem sido assim no Hidrogênio Verde, na infraestrutura, na capacitação, na tecnologia, e é salutar que continue.
T: Ao que concerne a fase que o estado do Ceará atravessa, evidenciando a expansão de energias renováveis, em especial a fotovoltaica, como o senhor avalia esse contexto, na escala de solidificar esta agenda e pontuar o Ceará como expoente no setor?
RA: Há questões relativas à infraestrutura nacional que estão sendo equacionadas para que o Ceará se destaque ainda mais. Temos tudo para ser referência mundial. E o governador Elmano de Freitas tem se dedicado pessoalmente ao tema.
T: Em relação à ferrovia Transnordestina, prospecta-se atualmente a construção de dois portos secos, um em Quixeramobim e outro em Iguatu, auxiliando na coleta e escoamento de produtos via conexão com o empreendimento ferroviário. De que forma o senhor analisa as potencialidades, que assim, por antes mesmo de começar a operar, negócios no próprio estado já estão florescendo, com os portos secos? E o senhor considera que a ferrovia trará um custo menor de fornecimento de insumos oriundos de preços mais baratos dos produtos que serão distribuídos em território cearense, através da ferrovia?
RA: A ferrovia é um modal já consagrado do ponto de vista econômico, além de potencializar o turismo. Então a Transnordestina representa o salto histórico. Em relação aos portos de Iguatu e Quixeramobim, o que mais me dá alegria é a potencialidade econômica que pode gerar. Podemos finalmente desenvolver uma classe média pujante no interior. Isso é pura distribuição de riqueza. O erro histórico do Brasil foi ter concentrado desenvolvimento econômico. Precisamos levar riqueza ao interior.
T: Qual o principal legado que o sr. pretende deixar em termos de ações e retorno para a população cearense?
RA: Gosto de gerir. Sou um político que gosta de números, de resultados, de funcionamento. Não descansei enquanto não melhorei indicadores de saúde, educação e urbanismo na minha Granja. Meu maior legado espero que seja o avanço do funcionamento dessa Casa. Que as pessoas vejam nela pelo menos parte da solução dos seus problemas. Os projetos de educação, de proteção ao consumidor, crianças com TEA, conselhos tutelares, enfim, todo o organismo vivo que compõe essa Casa precisa funcionar cada vez melhor. Esse, espero, será meu legado.
T: Presidente, nas horas vagas quais os principais hobbies e as atividades preferidas nos momentos lúdicos?
RA: Ir pra Granja. Meus momentos de lazer são lá. Conversar com as pessoas. Recebê-las para um café com tapioca. Sempre acompanhado de minha esposa, Tainah, que muito tem me ensinado. Além disso, de vez em quando, tento jogar futebol com meu filho mais novo, Romeu Filho. Mas com muito cuidado para não levar outra queda e viralizar novamente (rs).

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