O anúncio foi feito na última quarta-feira (2), durante a 66ª Cúpula do Mercosul, realizada em Buenos Aires. (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)
O Mercosul concluiu as negociações de um acordo comercial com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), composta por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. O anúncio foi feito na última quarta-feira (2), durante a 66ª Cúpula do Mercosul, realizada em Buenos Aires.
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As tratativas começaram em 2017 e encerram um ciclo de acordos do bloco sul-americano com parceiros estratégicos. A EFTA é um mercado com alto poder aquisitivo e pode ampliar o acesso de produtos industriais brasileiros, segundo o governo federal.
O Mercosul é formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, com a Bolívia em processo de adesão. O novo acordo segue iniciativas semelhantes com Singapura, firmado em 2023, e com a União Europeia, finalizado em 2024.
A conclusão da negociação foi celebrada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, que destacou o potencial do acordo para ampliar exportações, gerar emprego e movimentar a indústria.
Criada em 1960, a EFTA reúne 15 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto combinado de US$ 1,4 trilhão. Em termos de renda per capita, Liechtenstein e Suíça estão entre os países mais ricos do mundo, com médias de US$ 186 mil e US$ 104,5 mil por ano, respectivamente.
O mercado de serviços do bloco europeu também é significativo. Em 2024, a EFTA importou US$ 284 bilhões em serviços, o que a posicionaria como o 9º maior importador mundial, à frente de economias como Japão, Índia e Canadá.
No mesmo ano, os países da EFTA exportaram US$ 245 bilhões em serviços. O desempenho colocou o bloco entre os dez maiores exportadores globais do setor, superando países como Espanha e Itália.
O governo brasileiro afirma que o acordo poderá melhorar a inserção de produtos e serviços da região sul-americana nesses mercados de alta renda.
Embora as negociações tenham sido finalizadas, os termos do acordo ainda precisam ser ratificados por cada país envolvido. O processo depende dos trâmites legislativos internos em todos os membros do Mercosul e da EFTA.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa da cúpula em Buenos Aires e deverá conduzir os próximos encaminhamentos. O Brasil assume a presidência temporária do Mercosul pelos próximos seis meses.
A expectativa do governo é que a formalização do acordo avance ainda em 2025, abrindo novas frentes comerciais para a indústria e o setor de serviços dos países sul-americanos.
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