O Ibovespa encerrou junho com 138.854,60 pontos, acumulando alta de 15,44% no primeiro semestre. (Foto: Envato Elements)
O Ibovespa encerrou junho com 138.854,60 pontos, acumulando alta de 15,44% no primeiro semestre, segundo levantamento da Elos Ayta. Trata-se do melhor desempenho semestral desde 2016, quando o índice subiu 18,86%. Apenas small caps (26,43%) e ouro (25,71%) superaram o principal índice da Bolsa.
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A valorização ocorre apesar do ambiente macroeconômico ainda incerto, marcado por juros altos, volatilidade cambial e pressões fiscais. No segundo semestre de 2024, o índice havia caído 2,92%, o que amplia a recuperação recente do mercado acionário brasileiro.
Segundo a consultoria, o último semestre com resultado superior ao atual foi o segundo de 2020, no auge da retomada pós-pandemia, quando o Ibovespa saltou 25,21%. A performance indica uma revalorização da renda variável diante do rendimento mais modesto de aplicações conservadoras.
O índice superou alternativas como o IDIV (13,71%), IFIX (11,79%), CDI (6,36%) e poupança (3,92%). O dólar e o BDRX recuaram 11,87% e 7,39%, respectivamente, no mesmo período.
No ranking de maiores altas do semestre, a Cogna (serviços educacionais) liderou com valorização de 164,78%, seguida por Assaí (alimentos), que subiu 103,63%, e Yduqs, também do setor educacional, com ganho de 100,71%. CVC, Direcional e Lojas Renner também figuram entre os destaques.
Entre as quedas, RaiaDrogasil liderou as perdas com recuo de 30,82%. Brava (-26,02%) e São Martinho (-24,46%) completam as três maiores baixas. A lista inclui empresas dos setores de energia, agroindústria e papel e celulose, como Suzano, que caiu 17,11%.
O levantamento destaca a dispersão entre setores, com maior desempenho concentrado em consumo e educação, enquanto papéis ligados a commodities e saúde registraram perdas expressivas.
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