Fundos de ações superam Ibovespa e CDI no 1º semestre de 2025

Por: Redação | Em:
Tags:, ,
fundos de ações

Entre os destaques de 2025, estão os fundos T-Mako FIA, Tarpon Atlanticus e Alaska Black II, que lideram a lista dos fundos com maiores altas. (Foto: Envato Elements)

Mais da metade dos fundos de ações negociados no Brasil tiveram desempenho superior ao Ibovespa no primeiro semestre de 2025. Entre os 1.198 ativos analisados pela Fundamenta Investimentos para a IstoÉ Dinheiro, 797 (66,51%) igualaram ou superaram o índice. Na comparação com o CDI, 1.024 superaram ou igualaram o indicador de renda fixa.


Quer receber os conteúdos da TrendsCE no seu smartphone?
Acesse o nosso Whatsapp e dê um oi para a gente.


O levantamento abrange fundos com patrimônio líquido acima de R$ 10 milhões, mais de 10 cotistas, e que não sejam monoação ou fundos master. Em contraste com anos anteriores, o número de fundos que superaram o CDI cresceu. Em 2024, apenas 196 dos 1.173 listados (16,71%) conseguiram esse feito. Nos últimos cinco anos, só 105 dos 818 fundos monitorados (12,84%) tiveram desempenho superior ao CDI.

O resultado chama atenção porque o CDI — atrelado à Selic — acumulou alta de 5,9% em 2025, 10,9% em 2024 e 51% entre 2019 e 2025. Tradicionalmente, essa taxa de referência funciona como obstáculo para fundos de ações, que enfrentam maior volatilidade e risco.

Entre os destaques de 2025, estão os fundos T-Mako FIA (108,7%), Tarpon Atlanticus (100,8%) e Alaska Black II (74,6%), que lideram a lista dos 100 fundos com maiores altas até 16 de junho.

Cenário político favorecem a Bolsa

Segundo Valter Bianchi Filho, sócio da Fundamenta, o bom desempenho dos FIAs reflete uma valorização da Bolsa, que acumulou alta de 15,8% no semestre. Parte do capital externo teria migrado de mercados desenvolvidos, como os EUA, para emergentes como o Brasil, diante das incertezas econômicas causadas pela política de Donald Trump.

Além disso, investidores começaram a precificar um possível cenário de alternância no governo brasileiro após 2026. Uma mudança na política fiscal pode abrir espaço para redução da Selic e estímulo à renda variável. O otimismo com uma possível virada política contribuiu para o maior apetite ao risco no mercado local.

Ângelo Belitardo, da Hike Capital, destaca que o ciclo de alta dos juros se encerrou e a inflação deu sinais de arrefecimento. Esse movimento torna ações de empresas alavancadas mais atrativas, já que a queda dos juros tende a ampliar a geração de caixa dessas companhias.

Segundo ele, vários gestores readequaram suas carteiras, reduzindo exposição a commodities e apostando em setores mais sensíveis ao crédito e ao consumo doméstico, como infraestrutura e construção.

*Com informações do IstoÉ Dinheiro.

Saiba mais:

Investimento estrangeiro registra saldo positivo de US$ 1,8 bi

Mercado financeiro não comemora alta dos juros, afirma economista

Top 5: Mais lidas