A expectativa para a inflação no Brasil em 2025 foi revisada para baixo pela quinta semana consecutiva, de acordo Boletim Focus. (Foto: Envato Elements)
A expectativa para a inflação no Brasil em 2025 foi revisada para baixo pela quinta semana consecutiva, de acordo Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (30) pelo Banco Central (BC). A nova estimativa para o IPCA passou de 5,24% para 5,20%. Para 2026, a projeção segue em 4,50%.
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A meta de inflação do BC é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. A revisão ocorre após a divulgação do IPCA-15 de junho, que mostrou desaceleração: alta de 0,36% no mês e de 5,27% no acumulado em 12 meses.
No câmbio, o dólar também teve projeção de queda. Para dezembro de 2025, a taxa esperada recuou de R$ 5,72 para R$ 5,70. A expectativa para o fim de 2026 passou de R$ 5,80 para R$ 5,79. Em 2024, a moeda já acumula desvalorização de 11,2% frente ao real.
A estimativa do Focus para o dólar considera a média da taxa em dezembro, critério adotado desde 2021. Anteriormente, era utilizado o valor do último dia útil do ano.

Segundo o Focus desta semana, a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2025 permanece em 2,21%. Para 2026, o Focus aponta avanço de 1,87%, frente aos 1,85% da semana anterior. Já a taxa básica de juros, a Selic, deve encerrar 2025 em 15%, com recuo para 12,50% ao fim de 2026 — nível mantido há 22 semanas consecutivas.
A última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a Selic para 15,00% ao ano, sinalizando possível fim do ciclo de altas, mas mantendo a possibilidade de novos ajustes conforme o cenário.
No campo fiscal, o déficit primário do setor público em 2025 foi revisto para 0,59% do PIB, após 26 semanas em 0,60%. A meta oficial é de déficit zero, com tolerância de 0,25 ponto para mais ou para menos. Para 2026, a projeção permanece em 0,66%, frente a uma meta de superávit de 0,25%.
O resultado primário considera receitas e despesas antes dos juros da dívida. Já o déficit nominal, que inclui o gasto com juros, segue estimado em 8,83% do PIB para 2025 e em 8,50% para 2026.
A dívida líquida do setor público foi mantida em 65,80% do PIB para 2025. Para 2026, a estimativa também permaneceu em 70,0%. Há quatro semanas, a previsão era de 70,13%.
Esses indicadores seguem distantes da meta de equilíbrio fiscal e impõem desafios para o governo na condução da política econômica. A combinação entre crescimento modesto, juros elevados e rigidez orçamentária dificulta avanços mais rápidos na trajetória da dívida.
O cenário reforça a atenção do mercado aos próximos passos da política monetária e à execução do arcabouço fiscal. A percepção dos agentes continuará refletida nas próximas edições do Boletim Focus.
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