Ceará concentra parte dos pedidos por conexão de data centers após alta de 300%

Por: Redação | Em:
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Ceará figura entre os principais polos de interesse, o que reforça seu papel na integração energética nacional e na atração de investimentos. (Foto: Envato Elements)

O número de solicitações para conectar data centers à rede básica do Sistema Interligado Nacional (SIN) cresceu de forma relevante em 2025. Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), foram 52 pedidos registrados até junho, com destaque para os estados do Ceará, Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.


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Do total de solicitações, 18 já tiveram alternativas técnicas aprovadas por portarias da pasta, enquanto outras 34 ainda aguardam análise. Em comparação com maio de 2023, quando havia apenas 12 pedidos em curso, o aumento ultrapassa 300%, sinalizando maior demanda por infraestrutura energética para suportar o avanço do setor de tecnologia.

O Ceará figura entre os principais polos de interesse, o que reforça seu papel estratégico na integração energética nacional e na atração de investimentos em tecnologia da informação. A conexão à rede básica é uma etapa essencial para a operação desses empreendimentos, que exigem fornecimento contínuo e estável de energia.

As solicitações começaram a ser apresentadas em 2020, mas ganharam tração a partir de 2023. Neste ano, seis novos pontos foram reconhecidos por portarias ministeriais, sendo quatro em São Paulo, um na Bahia e um no Rio Grande do Sul.

Demanda energética pode chegar a 13,2 GW até 2035

Segundo o MME, os dados apresentados pelos solicitantes indicam uma demanda potencial de até 13,2 gigawatts (GW) até 2035, caso todos os projetos recebam parecer técnico favorável do Operador Nacional do Sistema (ONS). O volume equivale a cerca de 8% da carga média atual do país.

A expansão dos data centers está diretamente associada ao crescimento de aplicações em nuvem e inteligência artificial. Para garantir a atratividade do setor, o governo estuda uma medida provisória com incentivos, como isenção de impostos federais para essa cadeia produtiva.

O modelo energético proposto prevê o uso predominante de fontes renováveis, o que contribui para os objetivos de diversificação e descarbonização do sistema elétrico brasileiro. Esse perfil favorece a consolidação de uma matriz mais limpa e resiliente diante das exigências ambientais.

Além do impacto sobre o sistema elétrico, o avanço dos projetos tende a impulsionar economias locais, com geração de emprego, aumento de renda e demanda por infraestrutura associada, especialmente em estados como o Ceará, que já demonstram protagonismo na agenda.

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