Fernando Haddad afirmou que o governo não discutirá aumento de despesas até que o país encontre um caminho sustentável. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
Fernando Haddad, ministro da Fazenda, afirmou que o governo não discutirá aumento de despesas até que o país encontre um caminho sustentável para as contas públicas. A declaração foi dada em entrevista à TV Record.
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Segundo Haddad, só haverá ampliação de gastos quando for absolutamente necessário e que, no atual cenário, qualquer ampliação de despesas precisa ser evitada, com exceção de compromissos considerados imprescindíveis.
“Estamos num momento em que vamos congelar o debate sobre aumento de gastos, até encontrar o caminho da sustentabilidade dos gastos. Neste momento, nenhum aumento de gasto é bem-vindo, a não ser os imprescindíveis.”
Fernando Haddad, ministro da Fazenda
O ministro ressaltou a necessidade de dar o exemplo e conter os gastos, argumentando que a cautela fiscal pode impulsionar o crescimento econômico. “Menos é mais”, afirmou, ao defender uma gestão prudente para que o Brasil entre em um “ciclo virtuoso”.
Haddad associou o atual nível da taxa básica de juros ao ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, indicado por Jair Bolsonaro. Segundo ele, a alta da Selic foi definida na última reunião sob comando de Campos Neto.
O ministro destacou que mudanças na política monetária devem ser feitas com cautela, e não de forma abrupta. Ele afirmou que a condução da política de juros exige tempo e responsabilidade para evitar instabilidade.
Haddad também defendeu o novo diretor do BC, Gabriel Galípolo, nomeado por Lula. Disse que Galípolo carrega a memória institucional do mandato anterior, o que reforça a continuidade da gestão, apesar da mudança de comando.
As declarações reforçam o discurso do governo em busca de convergência entre política fiscal e monetária, enquanto tenta manter o controle da inflação e melhorar as expectativas do mercado.
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