A economia brasileira encerra 2024 com avanços no mercado de trabalho e crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), mas enfrenta desafios como alta inflação e valorização do dólar. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Ministério do Trabalho e Emprego apontam uma recuperação sólida em alguns indicadores, enquanto outros demandam atenção.
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A taxa de desocupação caiu para 6,1% no trimestre encerrado em novembro, o menor índice da série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012, com 6,8 milhões de pessoas em busca de emprego. O número de trabalhadores ocupados atingiu 103,9 milhões, e 39,1 milhões possuem carteira assinada, também recorde da série. A taxa de informalidade ficou em 38,7%, ligeiramente abaixo dos 39,2% do mesmo período de 2023. O rendimento médio cresceu 3,4% em novembro, alcançando R$ 3.285, e a massa de rendimento somou R$ 332,7 bilhões, alta de 7,2% em um ano.
De janeiro a novembro, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) registrou saldo positivo de 2,2 milhões de empregos formais, superando os 1,9 milhão do mesmo período de 2023.
Inflação e juros
A inflação oficial, medida pelo IPCA, acumulou alta de 4,87% em 12 meses até novembro, acima da meta de 3% do governo, enquanto o IPCA-15 fechou o ano em 4,71%. O INPC, índice que ajusta o salário mínimo, subiu 4,84%, levando o valor do mínimo para R$ 1.518 em 2025. O IGP-M, utilizado em contratos de aluguel, encerrou o ano com alta de 6,54%, revertendo a deflação de 3,18% de 2023.
Para conter a inflação, o Banco Central (BC) elevou a taxa básica de juros (Selic) para 12,25% ao ano, após quedas nos primeiros meses de 2024. A trajetória de alta foi influenciada pela desvalorização do real e pelo aumento nos preços dos alimentos.
PIB e câmbio
O PIB cresceu 0,9% no terceiro trimestre em relação ao anterior e 4% na comparação anual, com destaque para a indústria e serviços. O acumulado em quatro trimestres soma 3,1%. Contudo, o setor agropecuário registrou queda, e os níveis de investimento permanecem em alerta.
Além disso, o dólar encerrou 2024 cotado a R$ 6,18, valorização de 27% no ano, impactando os preços de produtos importados e beneficiando exportadores. O Banco Central realizou leilões para conter a volatilidade, enquanto fatores internos, como gastos públicos, e externos, como juros nos Estados Unidos, influenciaram o câmbio.