Crescimento da agroindústria no Ceará supera média nacional

fiagros e ceará
O desempenho no Ceará é atribuído à organização coletiva de 96 empresas, representadas pelo Sindialimentos. (Foto: Envato Elements)

De acordo com dados do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), a agroindústria cearense registrou crescimento superior à média nacional no segundo trimestre de 2024, com aumento de 32,52% no setor agropecuário e 9,93% na indústria. No mesmo período, o Brasil apresentou retração de 2,9% na agropecuária e um aumento de 3,9% na indústria.


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O desempenho no Ceará é atribuído à organização coletiva de 96 empresas, representadas pelo Sindicato das Indústrias da Alimentação e Rações Balanceadas do Estado do Ceará (Sindialimentos), querepresenta cinco segmentos produtivos: alimentos prontos, temperos e outros (24 empresas); polpas, sucos e hortifruti (24); rações (23); produtos de origem animal (16) e refeições coletivas (9). Em média, o sindicato registra 10 novos associados por ano, fortalecendo sua influência no setor.

Rebanho bovino no Nordeste cresce 30% em cinco anos

O rebanho bovino no Nordeste cresceu 30% nos últimos cinco anos, alcançando 28,48 milhões de animais, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A região agora supera o Sul do país em quantidade de bovinos, reflexo de investimentos em melhoramento genético para aumentar a produção de carne.

No segundo trimestre de 2024, o abate de bovinos no Nordeste foi de 808.510 animais, uma alta de 13,5% em relação ao mesmo período de 2018, quando foram abatidos 712.205 animais. O peso das carcaças também subiu, passando de 170,3 mil para 253,8 mil toneladas, um crescimento de 48%.

Além disso, Matheus Ladeia, CEO da erural, destaca que os produtores têm intensificado o uso de tecnologias como reprodução assistida e seleção genética, visando maior ganho de peso e redução no tempo de abate. A inovação tecnológica, aliada à digitalização de leilões, facilita o acesso a reprodutores de alta qualidade, ampliando o alcance dessas práticas na pecuária nordestina.

“Antes o pecuarista ia até o produtor de touros e matrizes, precisava conhecer a fazenda. Agora, com os leilões digitais e a comercialização online, é possível escolher, na palma da mão, o fornecedor que atende as demandas de acordo com sua realidade, com perfil da propriedade”, explica Ladeia.

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