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Petrobras desiste de vender subsidiária de biocombustível, que conta com uma empresa no Ceará

biocombustível

O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, e o Ministério de Minas e Energia estão revendo o programa de venda de ativos da estatal. A Petrobras (PETR4) desistiu de vender sua subsidiária de biocombustível, segundo levantamento do jornal Valor Econômico. A informação revela que a subsidiária Petrobras Biocombustível (PBBIO), como é conhecida a empresa, foi incluída no programa de desinvestimentos da Petrobras em 2020, quando a empresa decidiu sair do mercado de produção de biodiesel e etanol.


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Segundo o Valor Econômico, a PBIO tem três usinas de biodiesel nos estados de Minas Gerais, Bahia e Ceará. Neste último, a operação foi hibernada em novembro de 2016. As outras duas usinas têm capacidade de produção de cerca de 8,6 mil barris de petróleo diários. Em 2021, a PBIO atendeu a 4% da demanda brasileira de biodiesel, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Fechamento

A Petrobras Biocombustível, subsidiária da Petrobras, encerrou as atividades da Usina de Biodiesel de Quixadá/CE em 2016, “em linha com a estratégia da empresa de deixar integralmente a produção de biocombustíveis”. Em comunicado, a empresa afirmou, na época, que as usinas de Montes Claros, em Minas Gerais, e a de Candeias, na Bahia, continuariam a operar normalmente, segundo a empresa, que estuda alternativas para as unidades, de acordo com as metas do seu Plano de Negócios 2017-2021. No novo plano, a companhia estatal reduziu em 25% os investimentos e prevê focar suas atividades na produção de petróleo, saindo de diversos setores, como de biocombustíveis.

A nota também afirmava que “considerando que de acordo com as projeções, não haveria uma solução para a usina em curto prazo e sem novos investimentos, o Conselho de Administração da Petrobras Biocombustível optou por encerrar a produção de biodiesel no Ceará e assim focar recursos em projetos com maior rentabilidade”. A desmobilização levaria em torno de seis meses e seria realizada por uma equipe multidisciplinar, explicou a empresa.
Os empregados próprios seriam transferidos para as outras duas unidades da Petrobras Biocombustível e os empregados cedidos serão realocados em outras unidades da Petrobras.

*Com informações do portal Bloomberg Linea

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