A transformação digital alavanca o sucesso e simultaneamente retrata os pontos críticos para esforços de melhorias do próprio negócio. (Foto: Freepik)

Os efeitos da Transformação Digital e da Indústria 4.0 nas empresas

Por: Kim Belluco | Em:
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Vivemos hoje em um mundo ‘controlado’ pela evolução digital e suas tecnologias. E isso reflete em vários pontos da vida, desde o dia a dia até mesmo na hora de empreender e trabalhar. Na empresa, a transformação digital nada mais é do que uma integração da tecnologia em todas as suas áreas. Além de ser o elemento chave da indústria 4.0, evolução que começou na década de 1840, com mecanização de processos por meio da água e do vapor.


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A transformação digital, mais especificamente, é um movimento da empresa em busca da criação de experiências de consumo cada vez mais personalizadas, por meio de canais digitais e modelos de negócios inovadores. A trajetória da transformação digital pode ser caracterizada por cinco níveis de maturidade: Nível 1, inicial de digitalização de processos, até o nível 5, com plataformas digitais e oferta de produtos e serviços por meio de canais digitais. Os níveis 2 a 4 são caracterizados pela evolução da digitalização das empresas, desde a implantação de ERPs (nível 2), analíticos (BI) no nível 3 e big data e IA no nível 4.

“A transformação digital das empresas é caracterizada pela digitalização, automação e processos autônomos (adoção de IA). A indústria 4.0 caracteriza-se pela customização da massa, ou seja, a produção de produtos ou oferta de serviços personalizados para cada cliente e pela utilização intensiva de dados (big data), para permitir que máquinas/equipamentos sejam autônomos na execução de processos, com maior qualidade, velocidade e produtividade, bem como, com reduzida participação humana na execução dos processos industriais”, disse Nivaldo Tadeu Marcusso, consultor e professor de graduação e pós-graduação de Inovação, TI e Cibersegurança da FIA, FIAP, FDC, Facamp e Unisal.

As empresas encontram-se em diferentes níveis de maturidade, em relação à transformação digital. Algumas ainda estão digitalizando os processos, por meio de sistemas, como os ERPs e outros transacionais e algumas totalmente digitalizadas, com ofertas de produtos e serviços por meio de plataformas digitais e a utilização de algoritmos de IA, para a personalização e criação de experiências únicas de consumo

O grande diferencial das empresas será a capacidade analítica, para a utilização de um massivo volume de dados, produzidos em grande parte fora da empresa, no seu processo de tomada de decisão. As competências profissionais do futuro passam pela inteligência analítica e a utilização de tecnologias emergentes (IoT, IA, Big data, VR) na integração do negócios físico com o virtual (figital).

“Uma das grandes mudanças está na estrutura organizacional das empresas, já que o diretor de TI deixa de fazer um papel de suporte para participar das decisões estratégicas da mesma. O MIT criou uma especialização em Chief Digital Officer, este novo papel fornece a alta gestão, supervisão e estratégia para criar uma visão geral de como as tecnologias sociais e digitais podem fazer a diferença para toda a organização”, completou Paulo Carvalho, fundador da XPER Global.

A evolução da transformação digital nas empresas (maturidade) passa pela adoção de tecnologias emergentes, como 5G, IoT, IA, VR (metaversos) e big data na melhoria contínua da produtividade e na criação de experiências personalizadas, de acordo com os desejos de consumo de cada cliente. O desenvolvimento de soluções, via plataforma em Cloud, permitirá que várias transações da empresa estejam conectadas com outras plataformas e processos de negócios de parceiros e fornecedores, com total integração, mas com a crescente preocupação de evoluir com a governança da segurança da informação (cibersegurança).

“Na era digital, o ambiente das organizações está mudando muito mais rápido e se tornou mais volátil, incerto e complexo do que em épocas passadas. Mudanças rápidas na competição, demanda, tecnologia e regulamentação torna-se mais importante do que nunca para as organizações serem capazes de responder e se adaptar ao seu novo ambiente. Neste contexto, a pressão sobre as empresas para alinhar seus negócios e sua estratégia, com as mudanças tecnológicas, aumentaram significativamente com o surgimento e a crescente importância de novas tecnologias digitais, como: social media, computação na nuvem, big data e analytics, dispositivos vestíveis, impressão 3D, Internet das coisas, e Inteligência Artificial.

Elas estão profundamente transformando o contexto estratégico das organizações: mudando a estrutura da competição, o comportamento e expectativas dos clientes, a forma como os negócios são conduzidos, a forma como os produtos são fabricados e os serviços são prestados, a maneira como o trabalho é executado, em última análise, a natureza de todas as cadeias de valores. Consequentemente, este fenômeno de adaptabilidade com as tecnologias emergentes e os novos comportamentos da sociedade 5.0, chamamos de transformação digital”, salientou o fundador da XPER Global.

Assim como relatado, notavelmente a transformação digital alavanca o sucesso e simultaneamente retrata os pontos críticos para esforços de transformação do próprio negócio, estes dois pontos ganharam muita atenção e interesse de profissionais e pesquisadores nos últimos anos. Nesse sentido, também o papel da cultura organizacional se posiciona como um obstáculo ou um catalisador nesta jornada.

O que esperar no futuro?

A evolução é eterna. A cada dia aparece uma nova tecnologia, um novo amplo, um novo desafio. É aí que entra o termo chamado phygital, que é a junção do físico com o digital, em outras palavras, interação de tudo que é online com o offline. Ou seja, tudo é criado pensando em dar novas experiências ao consumidor.

“A integração do ciberfísico por meio de soluções de tecnologia, com ênfase ao IoT e VR (Metaversos) propiciará a criação de novos modelos de negócios, com serviços diferenciados para cada cliente. A web 4.0 (imersiva) da próxima década será um acelerador da transformação digital das empresas, com muitos modelos de negócios e experiências de consumo que irão estender as relações físicas e de consumo de produtos. Finalmente o conceito do Second Life, do início da década de 2000, estará plenamente adotado nas empresas e na sociedade”, finalizou Nivaldo Tadeu Marcusso.

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