Ao todo, é esperado que mais de 900 mil crianças em todo o Estado sejam vacinadas. Cerca de 250 mil já foram cadastradas na plataforma Saúde Digital, requisito para receber o imunizante. (Foto: Helene Santos)

Ceará inicia vacinação infantil contra Covid-19

Por: Sara Café | Em:
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O Governo do Ceará iniciou a vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra a Covid-19 no último dia 15 de janeiro. Ao todo, é esperado que mais de 904 mil crianças em todo o Estado sejam vacinadas. Onze dias depois do início da campanha de imunização pediátrica, quase 430 mil cadastros desta faixa etária já estavam validados na plataforma Saúde Digital.


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É por meio do preenchimento de dados na plataforma e confirmação por email do registro que as crianças ficam aptas ao agendamento para receber o imunobiológico, cujas doses são provenientes do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Para realizar o cadastro, não é obrigatório dispor do CPF da criança. Basta o número do Cartão Nacional de Saúde (CNS).

Quem já tomou qualquer vacina ou recebeu qualquer atendimento nos serviços públicos de saúde, já possui a numeração do CNS. Esse número consta tanto no cartão do Sistema Único de Saúde (SUS) quanto nos cartões de plano de saúde. A numeração também pode ser verificada pelo site ou aplicativo ConecteSUS. Quem não tem CNS ou não sabe o número, pode procurar postos de saúde e solicitar consulta ou emissão do cartão. É necessário apresentar documento oficial de identificação e comprovante de residência.

O ciclo vacinal básico pediátrico é composto por duas doses de 0,2 ml de imunobiológico específico para a faixa etária, fabricado pela Pfizer/BioNTech. A formulação pediátrica é diferente daquela aprovada anteriormente para o público com mais de 12 anos – portanto, não pode ser utilizada a formulação de adultos diluída. O intervalo entre a primeira e segunda dose deve ser de, no mínimo, oito semanas. Para aqueles que completarem 12 anos entre as duas doses, o ciclo vacinal se mantém com a aplicação pediátrica. Para facilitar a identificação do imunizante infantil, a tampa do frasco vem na cor laranja. Outras vacinas do calendário infantil também devem respeitar um período de 15 dias entre as aplicações.

Segurança

Em outubro, a fabricante informou que a vacina é segura e mais de 90,7% eficaz na prevenção de infecções em crianças de 5 a 11 anos. Além da autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para aplicação no Brasil, a vacina pediátrica da Pfizer/BioNTech é aprovada por órgãos como o FDA e a EMA (agências regulatórias de saúde dos Estados Unidos e União Europeia).

A médica pediatra Olívia Bessa, diretora de Pós-Graduação da Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP/CE) e professora do curso de Medicina e do programa de Mestrado em Ciência Médicas da Universidade de Fortaleza (Unifor) falou sobre a segurança e a introdução da vacina de Covid-19 para a população pediátrica brasileira no Programa Nacional de Imunizações: “Vacina já faz parte do cotidiano de toda criança, já estamos acostumados com isso e sabemos a importância do imunizante para a saúde do público infantil. O nosso Programa Nacional de Imunizações é reconhecido no mundo inteiro e a vacina contra a Covid-19, que foi recentemente autorizada pela Anvisa, está sendo feita em vários cantos do mundo com segurança”, afirma.

A campanha de vacinação infantil contra a doença é um marco importante no enfrentamento à pandemia, uma vez que as crianças ainda estão vulneráveis aos riscos da Covid-19 e podem transmiti-las para outros grupos. “Vacinem seus filhos, seus netos, seus sobrinhos. As crianças merecem isso, é até uma questão de cidadania, nós termos uma vacina disponível e a ofertarmos para essa população que precisa”, finaliza a médica pediatra Olívia Bessa.

Importância da vacinação infantil

Um dos principais motivos para iniciar a vacinação de crianças contra Covid-19 no Brasil é impedir casos graves e mortes nesse público e novas ondas de transmissões, sobretudo pelo surgimento de variantes.

“A chegada de uma nova variante como a ômicron, com maior transmissibilidade, faz das crianças (ainda não vacinadas) um grupo com maior risco de infecção, conforme vem sendo observado em outros países onde houve transmissão comunitária desta variante. Neste contexto epidemiológico, torna-se oportuno e urgente ampliarmos o benefício da vacinação a este grupo etário”, destacou a nota do Câmara Técnica de Assessoramento em Imunizações da Covid-19 (CTAI-Covid) emitida pela Secovid e assinada por mais de 11 entidades médicas, como a Sociedade Brasileira de Imunizações e Sociedade Brasileira de Infectologia, além de institutos de pesquisa como o Butantan.

Vacinar as crianças interferirá também na proteção indireta da população, já que aumentará a cobertura vacinal e diminuirá a circulação do SARS-CoV-2 e suas variantes. Como consequência, pessoas que não podem se vacinar, seja pela idade (crianças muito pequenas) ou por questões de saúde (os que têm restrições médicas), ficam mais protegidas, destacou a Associação Médica Brasileira (AMB). “Há a se ponderar também o aspecto da proteção indireta, reduzindo casos secundários. São incontáveis as justificativas éticas, epidemiológicas, sanitárias e de saúde pública que justificam a imunização da população pediátrica, desde que, claro, com vacinas de segurança e eficácia comprovadas por nossa agência regulatória.”

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