A computação em nuvem passou a ser uma realidade no mercado mundial, nos mais variados segmentos, e gerou vantagens significativas para empresas. (Foto: Freepik)

Computação em nuvem: maior agilidade, mais segurança e redução de custos

Por: Kim Belluco | Em:
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Em um passado recente, era comum empresas destinarem uma sala apertada, com ar-condicionado no nível máximo, para grandes máquinas ou, mais especificamente, servidores que centralizavam as informações de rede em um único ponto. Essas grandes máquinas foram substituídas, com o passar dos anos, por computação em nuvem, que nada mais é do que um servidor remoto, hospedado na Internet.


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A computação em nuvem passou a ser uma realidade no mercado mundial, nos mais variados segmentos, e gerou vantagens significativas para a empresa. Houve ganhos em agilidade, escalabilidade, redução de custos com infraestrutura interna, segurança, além de benefícios de sustentabilidade.

“O sistema mais moderno está em computação em nuvem. Quem não está na nuvem, está migrando ou vai migrar. Hoje, poucos sistemas estão em Bare Metal (sistema que roda em máquinas). Para uma empresa, isso traz uma consistência de custo muito melhor. A vantagem principal é a segurança. No armazenamento em nuvem, você terá múltiplos backups em lugares diferentes. Fica tudo salvo e é tudo mais rápido, pois está distribuído em várias regiões globais. Você baixa o arquivo que está mais próximo. Além disso, tem a questão da escalabilidade, você só paga o espaço que é usado”, explicou Leandro Trindade, COO da aCCESS Security Lab, empresa de segurança cibernética, e CTO da Maxxer, startup.

Apesar dos benefícios, a falta de conhecimento e a pura desatenção podem resultar em falhas de segurança e ataques cibernéticos, deixando as informações da empresa acessíveis na internet a qualquer pessoa, independentemente de sua localização.

“A nuvem é um meio seguro, mas necessita de atenção redobrada. Quando você tem um pen drive, os dados só são acessados se alguém roubar o objeto físico. Com a nuvem, se você deixar uma senha desprotegida ou cometer qualquer tipo de desatenção, suas informações serão vazadas para a Internet toda. Muitas empresas são relapsas nisso e deixam documentos expostos. Com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades. Ou seja, é necessário ter um esquema de segurança agressivo”, completou.

Como disse Trindade, muitas são as vantagens em ter um sistema operacional dentro da nuvem, mas há alguns riscos. No entanto, esses riscos podem ser minimizados com alguns sistemas de segurança. É preciso ter um profissional especializado em segurança de dados para cuidar da política de acesso. Além disso, existem dicas fundamentais para evitar um ciberataque, como senhas fortes e autenticação de múltiplos fatores, ou até mesmo os chamados ‘Hardware Tokens’, os mesmos utilizados por bancos, onde você conseguirá acessar a plataforma apenas se tiver esse hardware instalado.

Trindade contou também que muitas empresas estão optando por ter mais de um provedor de serviço em nuvem, o ambiente multinuvem. “Computação em multinuvem é quando você usa diversas nuvens ao mesmo tempo. Recentemente, houve uma queda no Domain Name System (DNS), Sistema de Nomes de Domínios, e muitos sistemas ficaram fora do ar, a exemplo do Facebook. Quando você coloca todos os ovos na mesma cesta, você cria riscos. A empresa precisa ter planos de recuperação de desastres. Esse plano fará com que o sistema siga funcionando e satisfazendo seus clientes, mesmo em uma grande queda.”

Há provedores diferentes de nuvens, cada um com suas nuances. Dentre os mais usados estão: AWS, da Amazon, Azure e o Google Cloud. São quatro os principais serviços oferecidos: Armazenamento na Nuvem (cloud storage) – armazena e faz backup dos arquivos para acesso, compartilhamento e sincronização –; Backup na Nuvem (cloud backup) – usado como fonte de backup em caso de falha –; Software como Serviço (SaaS), que utiliza a web para fornecer serviços (um exemplo é a Netflix); e Hospedagem na Nuvem (cloud hosting), que facilita compartilhamentos, como o e-mail.

“A nuvem veio para substituir o servidor e o interessante disso tudo é que o funcionário precisa apenas de uma tela para acessar a extension (extensão de navegador) e trabalhar de onde estiver. E temos nuvens para todos os tipos de segmentos: para serviços de processamento de dados, de inteligência artificial, games, armazenamento, e até mesmo redes completas, com todo o sistema operacional dentro dessa nuvem”, finalizou o COO da aCCESS Lab.

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