Equipamento importante para a educação e pesquisa ambiental, bem como o turismo sustentável na região do Cariri, o espaço mescla o potencial da região a ser explorado com os equipamentos estruturantes e riquezas naturais. (Foto: Divulgação)

Geopark Araripe e Complexo Ambiental do Caldas: riquezas culturais e históricas do Ceará

Por: Sara Café | Em:
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Em meio ao clima árido e a poeira alta da caatinga, cresce um oásis verde no meio do sertão. Pelas encostas da Chapada do Araripe, onde a água brota do chão, já caminharam espécies de dinossauros, povos indígenas, tropeiros e cangaceiros. Há atrações de aventura, belezas naturais, riqueza cultural notória, elementos do turismo religioso e um tesouro arqueológico exuberante.


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O cenário onde a natureza se faz presente de forma diversificada encontra-se pela área de seis municípios cearenses: Barbalha, Crato, Juazeiro do Norte, Missão Velha, Nova Olinda e Santana do Cariri. Totalizando 3.796 km², o parque apresenta um vasto patrimônio biológico, geológico e paleontológico. Possui atualmente nove geossítios acessíveis para visitação, e mais 17 geossítios identificados e catalogados.

Essa região contém a principal jazida de fósseis cretáceos do Brasil. Isso inclui a maior concentração de vestígios de pterossauros do mundo, além de 20 ordens diferentes de insetos fossilizados, com idade aproximada a 110 milhões de anos. Também, destacam-se os fósseis preservados das primeiras plantas com flores, que demonstram as interações primitivas entre insetos e plantas.

O Geopark Araripe desempenha um forte impacto cultural, econômico, social e ambiental para a região, através da sua atuação com educação ambiental, conservando e divulgando a cultura do Cariri, desenvolvendo trabalhos de geoconservação e geoturismo.

Essa relevância se deve ao fato do parque compreender a Bacia Sedimentar do Araripe, que acolheu as transformações geológicas da Terra, e testemunhou a formação do oceano Atlântico, após a separação da América do Sul e da África. A bacia tem dois destaques: a Chapada do Araripe e o Vale do Cariri.

“A ideia é o que visitante percorra os geossítios conhecendo cada formação e o que elas têm para nos contar, falando do tempo geológico: o clima que predominava na época, se tem fósseis ou registros de fósseis icnofósseis”, explica o geólogo e colaborador do Geopark, Rafael Celestino.

Único no Brasil e o primeiro na América Latina, o Geopark Araripe é reconhecido pela Unesco e busca alinhar a história da Terra, da cultura e do meio ambiente emoldurada pelas relações culturais e sociais, além disso, a tradição e pluralidade fazem do Cariri a microrregião do Ceará com mais Tesouros Vivos da Cultura. Atualmente, são 25 Mestres e Mestras, seis grupos e uma Coletividade reconhecidos pelo Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura, como difusores de tradições, da história e da identidade, atuando no repasse de seus saberes e experiências às novas gerações.

Fomento do turismo e educação ambiental no Cariri

O Complexo Ambiental Mirante do Caldas, em Barbalha, no interior do Ceará, foi inaugurado em novembro deste ano pelo Governo do Ceará. Equipamento importante para a educação e pesquisa ambiental, bem como o turismo sustentável na região do Cariri, o espaço mescla o potencial da região a ser explorado com os equipamentos estruturantes e riquezas naturais. “Temos a primeira unidade de conservação criada no país, que é a Floresta Nacional do Araripe. Temos um patrimônio cultural e científico muito forte. Aqui não é só um teleférico, temos também um Centro de Interpretação, café cultural e um borboletário. Estamos apostando em uma grande vocação turística e ecológica para potencializar toda a região”, destacou o secretário estadual do Meio Ambiente, Artur Bruno.

A nova estrutura turística reúne um mix de atrativos para impulsionar o desenvolvimento da região. Há uma necessidade de equilibrar a utilização dos recursos naturais com interesses econômicos. O Cariri concentra duas riquezas que fazem do turismo uma qualidade muito especial: a cultural e a natural. Existe no Parque a conjugação das duas áreas que, com certeza, com uma estrutura que foi inaugurada em novembro, induz o desenvolvimento do pilar da riqueza que é o turismo.

A obra envolveu a recuperação e reforma de um prédio histórico no Caldas, a construção de uma linha de teleférico com duas estações (Bom Jesus e Mirante do Cruzeiro), a passarela de acesso e a plataforma do mirante. O Complexo está sendo administrado, inicialmente, pelo Instituto Dragão do Mar, que fica responsável por realizar um trabalho de educação ambiental e patrimonial, exposições, atividades artísticas, cursos, oficinas, visitas guiadas e a operação do teleférico, além de outras atividades.

O espaço conta ainda com uma exposição permanente sobre a história geológica da região, mostrando o rico patrimônio arqueológico, a biodiversidade e a cultura popular local, que se mistura com a religiosidade.

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