A iniciativa é construída em conjunto pelas Secretarias do Desenvolvimento e Trabalho (Sedet) e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Ceará (Secitece), com apoio da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece) e Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap). (Foto: Divulgação)

Clusters Econômicos: inovação para o desenvolvimento do Ceará

Por: Sara Café | Em:
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Fortalecer o desenvolvimento regional econômico e social, melhorar a distribuição de renda, gerar oportunidade para novos talentos e impulsionar empreendedores que possuam ideias inovadoras para solucionar os principais problemas de competitividade nos conglomerados econômicos existentes no Ceará. 


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Esse é o foco do Programa Clusters Econômicos de Inovação. A iniciativa é construída em conjunto pelas Secretarias do Desenvolvimento e Trabalho (Sedet) e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Ceará (Secitece), com apoio da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece) e Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap). Além de contar com apoio de representantes do setor comercial, como a Câmara de Dirigentes Lojistas de Fortaleza e de instituições de ensino superior, público e privado. 

Para Júlio Cavalcante, Secretário Executivo do Comércio, Serviço e Inovação, “o Programa Clusters Econômicos de Inovação foi concebido com o intuito de contribuir com a maior distribuição de riqueza em todas as regiões do estado, bem como reconhecer as vocações de cada região, fortalecendo a competitividade de setores prioritários por meio do fomento à inovação.”

O Programa trabalha com cinco resultados que espera-se alcançar, que são “maior competitividade das regiões pelo incremento de produtividade das atividades de maior potencial; criação de uma nova economia baseada nos empreendimentos inovadores da região; fomento da riqueza da região com melhor distribuição de renda; aumento da riqueza do estado com melhor distribuição entre as regiões e retenção e atração dos talentos formados na região através da oferta de oportunidades de alta qualidade”, completa.

O projeto atua na articulação em rede e integração da iniciativa privada, academia, Sistema S e instituições de fomento, com o intuito de gerar mais e melhores oportunidades de emprego e empreendedorismo nas regiões de planejamento do estado do Ceará, por meio da inserção de inovações aos respectivos clusters econômicos de maior potencial e cuja formação de ensino superior e profissionalizante tenha maior oferta na região.

Hoje, existem muitas ideias de novos empreendimentos, inovações sendo geradas pela academia, por empreendedores autônomos, por grandes empresas e pelo setor público. No entanto, a desintegração dessas ideias nos descola da realidade. Por isso, o trabalho colaborativo gera um ativo muito enriquecedor, como constata Júlio Cavalcante. 

“A academia gera soluções que o mercado não tem grande interesse. As empresas no Brasil têm dificuldade em estruturar um setor forte de PD&I pela dificuldade em acessar grandes pesquisadores e profissionais qualificados para o mercado. E temos ainda startups gerando soluções inovadoras que não possuem um público-alvo bem desenhado. Então, o maior ganho dessa articulação é, além do fortalecimento e mapeamento de todo o ecossistema de inovação e desenvolvimento econômico em cada região, como também a geração de soluções inovadoras para demandas claras e com consequente maior sustentabilidade”, afirma. 

As metas para essa gestão são 53 Clusters Econômicos Regionais priorizados; 530 soluções inovadoras modeladas; até 159 novas startups e até 583 Empreendedores incentivados com bolsas.

Como funciona?

O programa ocorre em nível estadual, possuindo um edital específico para cada região do Ceará, e se estrutura em ciclos com tripé de articulação entre entidades governamentais, representantes empresariais e especialistas científicos. “O programa consiste em quatro macroatividades no formato de ciclos de atuação, sendo que foram trabalhadas 9 regiões no ciclo 2021. No ciclo 2022, todas as 14 regiões de planejamento serão contempladas”, confirma o secretário Julio Cavalcante.  

Diante deste mapeamento, inicia-se a preparação do Ecossistema Regional, que consiste na priorização dos clusters econômicos regionais, bem como na identificação e seleção dos problemas que assolam os clusters priorizados e que deverão ser trabalhados junto a contratação de pesquisadores bolsistas que coordenarão o desenvolvimento das soluções.

A segunda fase é a Modelagem das Soluções, atividade que é desenvolvida em parceria com o programa Corredores Digitais. Nesse momento são selecionadas até três startups por Cluster para receber bolsas de incentivo na terceira fase, de Implementação da Solução. A seleção da melhor proposta para aquele Cluster e o encaminhamento das soluções para a comercialização finalizam a terceira fase. A avaliação e monitoramento dos resultados alcançados nos ciclos de atuação e mapeamento das oportunidades de melhoria constituem a etapa final. 

Crescimento econômico e Inovação 

Inovar é fazer algo melhor do que se fazia antes em qualquer que seja o nível, seja em uma empresa, em um processo, um departamento, um território. Portanto, quanto mais inovadora for uma sociedade e sua economia, provavelmente mais acelerado será seu crescimento.

Com o compromisso de que as inovações geradas tenham impacto efetivo na competitividade de cada região do Ceará, as Secretarias do Desenvolvimento e Trabalho (Sedet) e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Ceará (Secitece) uniram-se ao Programa Clusters Econômicos de Inovação e lançaram um edital para apoiar projetos de empreendedorismo inovador, entre julho a setembro deste ano. 

De acordo com o gestor da pasta de Comércio, Serviço e Inovação, “a inovação do programa é direcionada aos problemas existentes nas empresas, nos órgãos públicos e na sociedade. Por isso, antes de tudo, o programa prioriza os setores mais fortes na região tanto economicamente quanto em mão-de-obra qualificada e, junto ao setor e às instituições de ensino, elenca os principais problemas que assolam o setor não só na região como no mundo. Nesse modelo conseguimos combater problemas reais, aumentar a competitividade e descentralizar o crescimento econômico cearense, se utilizando da capacidade de inovar.”

Uma das principais metas para o Ceará 2050 é descentralizar o desenvolvimento econômico e social. “O Brasil é um dos países mais desiguais do mundo. O Ceará concentra hoje 2,27% do PIB nacional, sendo que possui cerca de 4,35% da população brasileira. Além disso, a região de Grande Fortaleza concentra mais de 60% (64,67%) do PIB do estado. Isso deixa as demais 13 regiões com um média de 2,71% do PIB. O Ceará é o estado com maior território semiárido do país. E o semiárido cearense é um dos mais populosos e densos do mundo, o que nos coloca em um desafio ainda mais urgente de distribuir as oportunidades”, completa Julio Cavalcante.

Pensar em desenvolvimento regional é pensar em oportunidades mais justas para toda a população, de emprego, de estudo, de trabalho, de saúde, de lazer e qualidade de vida. Do lado das instituições, gerar oportunidades também implica em mais profissionais qualificados, saudáveis, aptos ao trabalho e com maior poder de consumo.

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