Mais do que contar com profissionais preparados, as empresas precisam da tecnologia como aliadas e lideranças de qualidade para garantir sua perpetuação diante da concorrência cada vez mais acirrada. (Foto: Freepik)

A tecnologia como aliada na sobrevivência das empresas

Por: Gladis Berlato | Em:
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A pandemia apenas precipitou o processo de inovação em curso nas empresas que passaram a utilizar mais intensivamente os meios digitais de relacionamento com o mercado por uma questão de sobrevivência.  É o que entendem especialistas que acompanham os movimentos do mercado na direção da competitividade. O consumidor, que aderiu sem muita resistência ao admirável mundo dos serviços remotos, também motivou as empresas a seguirem em frente. E para que o processo mantenha o avanço, o Brasil enfrenta o desafio de formar lideranças capazes de colocar o país no topo da modernidade.


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Não é de hoje – e nem tem a ver diretamente com pandemia – a necessidade das empresas se aparelharem tecnologicamente para garantir maior produtividade, com menores custos e serviços diferenciados.

Basta uma pesquisa junto a especialistas ou gestores para montar uma extensa lista de benefícios, tais como:

  • Redução de custos
  • Velocidade nas decisões
  • Qualidade nos processos internos
  • Monitoramento de processos produtivos
  • Segurança da informação
  • Motivação
  • Confiança da equipe
  • Melhores resultados
  • Maior fidelização

Para quem vivencia o mundo das micros, pequenas e médias empresas desde 1985, ainda como estudante, o diretor técnico do Sebrae-CE, Alci Porto, diz que nunca havia presenciado tamanha revolução nas características e modelos de trabalho. “Empregados formais que perderam seus postos se transformaram em empreendedores com habilidades focadas no mercado”, comenta, referindo-se à proliferação de Microempreendedores Individuais. Somente no Ceará, mais de 64 mil profissionais iniciaram novos negócios em 2020, um fato relevante considerando que a média em anos anteriores à pandemia chegava a 40 mil. “O salto de novos empreendedores se repetiu em todo o Brasil que tem mais de 14 milhões de MEIs, por força da perda de emprego e de renda. Outro fato positivo é que isto motiva as compras na comunidade impulsionando o comércio local”, diz ele.

Hub tecnológico

Na esteira dos MEIs ganharam ainda mais força as empresas criativas, que desenvolvem soluções inovadoras. De olho nisto, o Ceará se empenha na transformação do Parque de Feiras e Eventos do Sebrae-CE em Fortaleza num Centro de Tecnologia e Inovação, iniciativa já replicada em Sobral e Juazeiro do Norte. “Queremos acolher os empreendimentos inovadores para que estes ofereçam soluções a problemas de suas respectivas regiões”, explica Alci Porto.

Ao lado de empresas competitivas, é necessário ter lideranças “solucionadoras” de problemas com habilidades capazes de interagir com órgãos públicos e instituições privadas, além da academia e a classe política para que viabilizem os projetos. Para isso, o Sebrae cearense utiliza o Programa Líder do Sebrae, que durante sete a oito meses forma e aperfeiçoa lideranças para atuarem sobre as diferentes realidades de seis territórios a partir de uma agenda regional.

Territórios no Ceará

Fortaleza e Grande Fortaleza

Sobral e 15 municípios do Norte

Serra da Ibiapaba

Inhamuns

Jaquaribara

Cariri

Habilidades do líder

Bom negociador

Firme tomador de decisões

Inserção no ambiente de negócios

Atitude

Programa revoluciona modo de construir

Não há como virar as costas para a tecnologia como aliada da sustentabilidade do negócio. A indústria da Construção Civil, por exemplo, busca caminhos inovadores para dar um salto de qualidade. Trata-se de um segmento industrial intensivo em mão-de-obra, que concentra as maiores dificuldades do setor, exatamente o ponto fraco da cadeia produtiva.

O vice-presidente de Tecnologia do Sindicato das Indústria da Construção do Ceará, Jorge Dantas, diz que a inovação em todos os processos é uma questão de sobrevivência, especialmente no item operários. Há carência de treinamento, o que pode gerar uma espécie de apagão, caso o país volte a crescer efetivamente. “É preciso revolucionar o modo de construir”, afirma.

Dantas, que preside o braço tecnológico do Sindicato, o Núcleo de Inovação da Construção CivilInovacon, entende que mais do que novos materiais, paredes pré-fabricadas, fachadas ventiladas e avançados softwares de gestão de planejamento, é preciso ter gente preparada. “A questão é que além da falta de treinamento, enfrentamos a falta de renovação dos bons profissionais porque os mais jovens não enxergam o setor como atraente para trabalhar”, observa, reforçando a necessidade da indústria da construção se atualizar a partir da utilização de ferramentas tecnológicas.

Outra iniciativa de modernização dos canteiros de obras é o Projeto BIM Colaborativo 2020 (Building Information Modeling), uma iniciativa inovadora da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e que tem beneficiado diretamente empresas associadas ao Sinduscon Ceará com apoio do Sistema FIEC, através do SESI-CE. O principal objetivo do programa é ajudar as construtoras e incorporadoras a mudarem o seu patamar de competitividade de forma estruturada.

 O projeto abrange projetistas de arquitetura, estrutura e instalações e empresas construtoras e incorporadoras, visando melhorias no processo de elaboração de projetos, melhorias na coordenação de projetos, na orçamentação das obras, planejamento e redução de retrabalhos no canteiro de obras. No Estado, participam cinco construtoras/incorporadoras e 10 empresas de projetistas, dentre eles, escritórios de Arquitetura, Instalações Prediais e Cálculo Estrutural. No programa nacional, são mais 15 escritórios de projetos e incorporadoras de outros Estados do Brasil.

Mais tecnologia, mais segurança 

Especialista em direito digital e proteção de dados, Renato Torres de Abreu entende que a intensificação no uso da tecnologia pelas empresas também forçou o estabelecimento de regras claras e maior rigidez na legislação. A necessidade aumenta em função do trabalho remoto dos funcionários, muitas vezes utilizando seu computador pessoal para acesso aos dados corporativos. “A economia de custos das empresas com o home office deveria ser direcionada a maiores investimentos em segurança de dados, uma cultura ainda inexistente na maioria dos casos e que terá que avançar porque a nova economia só tende a crescer”, alerta o ex-presidente da Comissão de Direito da Tecnologia em Informação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-CE).

Para ele, o momento exige novos talentos que agreguem a tecnologia aplicada às suas habilidades como diferencial competitivo. Mais do que a excelência na sua área de atuação, o profissional exigido pelo mercado precisa aprofundar conhecimentos técnicos que ofereçam suporte. Advogados precisam entender um pouco de programação, médicos necessitam conhecer o funcionamento dos prontuários e os engenheiros terão que ter noções de compliance para o pleno desempenho de suas funções. 

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