O Ceará acumula seis memorandos de operação e outras dez empresas estão formalizando o interesse de investir no hub de hidrogênio verde. Até o momento, White Martins, Fortescue, Qair, EDP, Enegix Energy e Neoenergeia assinaram memorando de entendimento com o Governo do Ceará para conduzir os empreendimentos. (Foto: Freepik)

Novos investimentos fortalecem o Hub do Hidrogênio Verde no Ceará

Por: Sara Café | Em:
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A transição energética para matrizes que não sejam baseadas na queima de combustíveis fósseis é uma demanda global diante da emergência climática em curso. Atentos a isso e à perspectiva de desenvolvimento econômico, setores público, privados e universidades, encabeçados pelo governo do Estado, estão apostando na produção de hidrogênio verde.


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O Ceará acumula seis memorandos de operação e outras dez empresas estão formalizando o interesse de investir no hub de hidrogênio verde. Até o momento, White Martins, Fortescue, Qair, EDP, Enegix Energy e Neoenergeia assinaram memorando de entendimento com o Governo do Ceará para conduzir os empreendimentos.

“Queremos participar do esforço do Ceará em colocar em prática seu grande potencial”, declarou Guilherme Ricci, diretor de Hidrogênio e Gás Natural Liquefeito da White Martins. “O Ceará está numa situação invejável de progresso”, concordou Luis Viga, diretor da Fortescue. 

A usina de hidrogênio verde será instalada no Complexo do Pecém com investimento de US$ 10 bilhões. A expectativa é da geração de 2.500 postos de trabalho durante a sua instalação e cerca de 800 empregos quando a empresa estiver em operação a partir de 2025, além de produzir 15 milhões de toneladas de H2V até o ano de 2030.

“O complexo é um porto-indústria, que cobre mais de 19 mil hectares e está posicionado para sediar um hub dedicado à produção do hidrogênio verde”, afirma Danilo Serpa, diretor do Complexo Industrial e Portuário do Pecém. 

Com base em dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Ceará vive uma expansão de empreendimentos de energia limpa. O Estado registra projetos de usinas de produção solar e eólica em mais de 30 municípios, todos já com regulamentação aprovada. Os novos investimentos devem impulsionar ainda mais o segmento, tendo em vista, que para o funcionamento das usinas de hidrogênio verde, são necessárias matrizes de energia renovável e constantes. 

Segundo o Qair Brasil, o Estado possui capacidade para gerar até 40 GW e tem projetos em andamento que podem contabilizar 20 GW de produção. “A Europa quer consumir 80 GW de energia na forma de hidrogênio verde nos próximos anos, mas consegue produzir no máximo 20 GW. Estamos falando, portanto, de uma oportunidade de 60 WG, que deverá receber investimentos da ordem de US$ 200 bilhões”, confirma Armando Abreu, presidente da empresa.  

Sol, mar e vento sempre disponível fazem com que o Ceará seja reconhecido pelo seu potencial significativo de energia renovável. Importante considerar que o Estado reúne características estratégicas para protagonizar o processo de introdução do hidrogênio verde no País, seja por seu excepcional potencial solar e eólico, fundamental para a produção do gás, seja por sua localização e pela oferta de excelente infraestrutura para o escoamento desse produto ao mercado internacional, principalmente o europeu. 

“Em 2019, a União Europeia decidiu definir uma clara estratégia de caminho para tornar a Europa um continente com impacto neutro com o clima até 2050. O Pacto Ecológico Europeu é um roteiro com etapas bem definidas”

Ignácio Ybánez, Embaixador da União Europeia. 

Além das perspectivas revolucionárias na matriz energética, a implementação de usinas de hidrogênio verde no Ceará assumirá um papel social fundamental, que representarão uma “transformação social”, conforme defende o governador do Estado, Camilo Santana. 

“Estamos muito felizes em receber esses novos investimentos em Hidrogênio Verde, que é o combustível do futuro. Temos a possibilidade de dar uma grande contribuição ambiental pro planeta e ainda gerar oportunidades de trabalho e empregos pros cearenses, melhorando, assim, a economia do nosso estado”

Camilo Santana, Governador do Ceará

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