Mais de 65 mil novos microempreendedores individuais (MEIs) ingressaram no mercado econômico do Ceará entre abril de 2020 e janeiro de 2021, de acordo com números da Junta Comercial do Estado do Ceará (Jucec). Os dados também apontam que, apesar de no mesmo período 13.925 empresas do segmento terem fechado, o saldo continua positivo com […]

Abertura de novas empresas por microempreendedores cresce no Ceará

Por: Maria Babini | Em:
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Mais de 65 mil novos microempreendedores individuais (MEIs) ingressaram no mercado econômico do Ceará entre abril de 2020 e janeiro de 2021, de acordo com números da Junta Comercial do Estado do Ceará (Jucec). Os dados também apontam que, apesar de no mesmo período 13.925 empresas do segmento terem fechado, o saldo continua positivo com pelo menos 51.264 empresas MEIs no mercado cearense. Segundo Joaquim Cartaxo, superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Ceará (Sebrae/CE), a escassez de emprego formal foi um dos motivos que levaram as pessoas a buscarem uma ocupação para manterem-se produtivas e com renda no empreendedorismo.


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“Parte delas até já tinha a intenção, mas ainda não havia tomado a decisão de montar o próprio negócio. Por ser a modalidade mais simples de formalização, o MEI cresceu em quantidade expressiva ao longo dos anos. E essa expansão se mantém durante a pandemia da Covid-19, muito mais por necessidade do que por oportunidade”, ressalta. Ele avalia ainda que a regularização da atividade socioeconômica por meio do MEI também proporciona impactos positivos, como a contribuição formal para a economia do Estado e geração de renda para a própria família, além de ter garantidos os benefícios do INSS e a possibilidade de obter condições para crédito de forma diferenciada nas instituições financeiras.

Mercado cearense

Joaquim Cartaxo destaca ainda que, em 2020, o Brasil registrou o total de 2.659.798 novos MEIs, um avanço de 8,2% em relação ao ano anterior. O Ceará apresentou mais de 55 mil MEIs em relação a 2019, trazendo uma variação positiva de 18,5%. O Ministério da Economia aponta que 93.105 empresas foram abertas em 2020 no Estado, com saldo anual positivo de 63.708 empresas. Carolina Monteiro, presidente da Jucec, comenta que, apesar de estarmos vivendo uma das maiores crises sanitárias do século XXI, no final de 2020 e em janeiro de 2021 o Ceará manteve a abertura de novos negócios em torno de 25%, com saldo positivo em 19%.

Além do cenário de pandemia, Carolina Monteiro também acredita que outro fator atribuído a esse aumento no número de novas empresas são as políticas de simplificação do processo de registro que a própria Jucec vem trabalhando ao longo dos últimos quatro anos.

“Hoje, é possível registrar uma empresa no Estado de forma totalmente virtual. Já chegamos à meta de legalizar uma empresa em até 48 horas, sendo uma empresa de baixo risco. Então, aqueles empreendedores que tinham um sonho de ter uma empresa ou que ficaram desempregados e viram no empreendedorismo uma forma de tirar o seu sustento, eles tiraram o sonho do papel e essa nova facilidade fez com que o processo tivesse êxito. Entendemos que são políticas que favorecem a formalização de novos negócios no Estado do Ceará”

Carolina Monteiro, presidente da Jucec

Se comparados os meses de janeiro de 2020 e janeiro de 2021, o aumento de novas empresas abertas no Ceará chegou a mais de 20%, com 8.938 no ano passado e 11.239 este ano. Entre as categorias com maior percentual de aumento, destaca-se o comércio. Ainda segundo a Jucec, o setor que mais abriu novos negócios no Estado foi o de serviços, devido ao novo cenário social em que estamos inseridos, de demanda por outros modelos de negócios. O setor de tecnologia também se destaca por auxiliar na instalação desses novos serviços, sendo considerado um segmento que desponta com maior crescimento da atividade econômica, seguido do comércio e depois do industrial. Fortaleza e Juazeiro do Norte são os municípios com maior abertura de novas empresas do Ceará.

Cenário futuro

O superintendente do Sebrae/CE, Joaquim Cartaxo, acredita que o segmento de MEIs continuará se expandindo no Brasil por causa da crise gerada pela pandemia, que acentua a diminuição das possibilidades de emprego formal. Por sua vez, para se manterem no mercado, os microempreendedores terão cada vez mais que aperfeiçoar as atividades.

“Neste sentido, são fundamentais: informação, capacitação e inovação. Informação sobre o negócio, sobre o mercado, sobre os concorrentes. Capacitação para ajudar na melhoria constante dos processos e na operação da empresa. E inovação, seja no produto, nos processos internos ou na oferta dos produtos e serviços, para conseguir se destacar em um mercado cada vez mais concorrido”

Joaquim Cartaxo, superintendente do Sebrae/CE

Os empreendedores devem ficar atentos à conjuntura econômica, avaliando tendências de mercado, humor dos consumidores e concorrência, além de apostar em soluções inovadoras para produtos, processos e no modelo de relacionamento com os clientes. O próprio Sebrae/CE, inclusive, possui uma plataforma digital, o Radar Sebrae, para indicar oportunidades aos novos microempreendedores, auxiliando na percepção de mercado e localização para expandir ou abrir um novo negócio.

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