Dentre as regiões brasileiras, o Nordeste ocupa a segunda posição na fabricação de tecidos e o Ceará, que se destaca na produção de algodão, é o segundo polo de moda, lançando tendências e utilizando novas tecnologias que aprimoraram ainda mais os tradicionais bordados e rendas. As restrições impostas pela Covid-19, entretanto, impactaram diretamente a indústria […]

Apesar da escassez de insumos, indústria têxtil e de confecções está otimista

Por: Gladis Berlato | Em:
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Dentre as regiões brasileiras, o Nordeste ocupa a segunda posição na fabricação de tecidos e o Ceará, que se destaca na produção de algodão, é o segundo polo de moda, lançando tendências e utilizando novas tecnologias que aprimoraram ainda mais os tradicionais bordados e rendas. As restrições impostas pela Covid-19, entretanto, impactaram diretamente a indústria têxtil e de confecções que convive com falta de insumos e de mão-de-obra, tendo que buscar alternativas para responder à inesperada retomada da demanda. 


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O presidente do Sindicato das Indústrias Têxteis do Ceará (SindTêxtil), Cristiano Junqueira, que viu o setor encolher de 20% a 30% desde março, diz que agora o empresariado está otimista com a retomada da economia, ainda que não saiba projetar a proporção desta que parece ser uma “bolha de consumo”. Mesmo assim, em contrapartida a um longo período de retração, Junqueira prefere chamar de “um bom problema”, já que parte das 50 empresas representadas pelo Sindicato está administrando o prazo de entrega das encomendas, que já chega a janeiro e até fevereiro de 2021. 

A exemplo de outros setores econômicos, o têxtil também enfrenta a escassez de matérias-primas, especialmente embalagens como sacos plásticos e caixa corrugada, além de fios importados da China, Índia, Indonésia e outros países. A situação do segmento de confecções é um pouco mais tensa porque já vinha enfrentando crise antes mesmo da pandemia, mas que igualmente presencia a euforia da retomada.

O presidente do Sindicato das Indústrias de Confecções do Ceará (SindConfecções), Elano Guilherme, entende que é preciso reagir de maneira criativa e firme no sentido de treinar costureiras para aproveitar a oportunidade de voltar a crescer e manter o Ceará como referência em moda.

“Com a pandemia e com o auxílio emergencial do governo, muitas  faccionistas deixaram de prestar serviços às empresas atraídas por ganhos maiores. Outras aproveitaram o momento para empreender, confeccionando roupas para os centros populares de compras”, avalia.

Ele arrisca prever que se tivesse três mil costureiras disponíveis, todas teriam colocação. E defende a necessidade urgente de uma política de qualificação destes trabalhadores, num esforço conjunto entre governos e iniciativa privada.

Com 300 empresas associadas ao Sindicato (o mercado informal passa de seis mil), o setor também enfrenta desabastecimento de insumos nacionais e importados, a começar por tecidos e aviamentos, inclusive itens simples como elástico.  Na visão de Elano Guilherme, a alternativa é buscar estoques antigos e usar os canais de vendas como e-commerce e delivery para recompor os negócios nesta onda de otimismo. Quem sabe, assim, podem ser recuperadas as empresas que não sobreviveram à crise e que representam 30% do total. Com agilidade e criatividade, o dirigente faz sua autocrítica dizendo que embora a pandemia tenha evidenciado a veia empreendedora, é preciso que isto venha acompanhado de planejamento e de gestão profissional para garantir o equilíbrio do setor, ainda mais que vem aí datas relevantes como Black Friday e Natal. Mesmo acanhadas, são datas que incentivam o consumo, especialmente de roupas, que elevam o bem-estar das pessoas.

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